Em outubro de 2010, Hanói, a capital do Vietnã, celebrará seu milésimo aniversário com uma grande comemoração que durará 10 dias. As festividades começaram no dia primeiro de outubro e o grande momento acontecerá no dia 10 de outubro, ou seja, 1000 anos comemorados no dia 10/10/10. Interessante, né?
Tudo começou no sétimo mês do calendário lunar, em 1010, quando Lý Thái Tổ, o primeiro governante da Dinastia Lý, decidiu mudar a capital do país de Hoa Lư para Đại Lá. Desde então, a milenar história dessa cidade localizada ao norte do Vietnã é essencial para aquele país. Durante 800 anos, de 1010 a 1802, Hanói foi o mais importante centro político do Vietnã. Entretanto, durante a dinastia Nguyễn, a capital foi transferida para Hué, na parte central do país. De 1902 a 1954, Hanói foi a capital da Indochina francesa. Depois disso, entre 1954 e 1976, essa cidade foi a capital do Vietnã do Norte e, enfim, em 1976, Hanói passou a ser a capital do país unificado. Eta cidadezinha com vocação para ser capital!
Tive o prazer de visitar Hanói apenas duas vezes, coincidentemente durante o verão. A primeira vez foi junho de 2009, com a minha esposa Bel. A segunda, em julho de 2010, apenas com meus colegas de empresa. A impressão que tive depois dessas viagens foi bastante positiva, apesar do calor quase sufocante e da umidade indescritível. Eta cidadezinha quente!
Apesar do calor, a capital do Vietnã é uma cidade agradável, com dezenas de bonitos lagos, arquitetura que lembra um pouco a colonização francesa, ruas relativamente largas e bem arborizadas. Ao visitar aquela cidade hoje, é difícil imaginar que ela foi bombardeada diversas vezes pela aviação norte-americana durante a Guerra do Vietnã.
Como em qualquer metrópole da Ásia, o trânsito é meio caótico, com um mar de motonetas e motocicletas disputando o espaço com os carros. Como consequência, buzinas, buzinas e mais buzinas. Contudo, não vi nenhum gesto obsceno ou algumas situação de violência no trânsito. Talvez eu não tenha passado tempo suficiente naquela capital.
As noites quentes e úmidas de verão são cheias de vida e, apesar de seus 6,5 milhões de habitantes, a cidade ainda guarda um ar de interior (bem diferente de outras capitais asiáticas). Bons restaurantes, bares agradáveis e algumas opções de lazer cultural completam a noite de Hanói. Uma dessas atrações culturais é o Thang Long Water Puppet Theater (Teatro de Marionetes na Água Thang Long, numa tradução muito capenga).
No palco, há uma tanque onde as marionetes são apresentadas. Os bonecos, feitos de madeira de pés de figo nativos, tornadas impermeáveis por uma cobertura de resina e verniz, variam de 30 centímetros a 1 metro de altura, com peso variando de 1 a 5 quilogramas e são manipulados por meio de hastes de bambu. Além disso, o espetáculo é musicado por uma pequena orquestra, que toca durante toda a apresentação e seus integrantes emprestam suas vozes para os bonecos. Resumindo, diversão garantida para crianças de todas as idades.
Depois dessas duas visitas, tive a impressão de que Hanói ainda briga com os dogmas do comunismo e a prosperidade trazida pelo capitalismo. A Cidade de Ho Chi Minh é, sem dúvida, mais capitalista que Hanói. Entretanto, para que a população não esqueça de sua vocação (?) comunista, uma grande estátua de Vladimir Lenin ainda está lá, na rua Duong Dien Bien Phu, perto do Museu do Exército do Vietnã, a observar seus camaradas.
Um das atrações mais visitadas de Hanói é o Mausoléu de Ho Chi Minh, carinhosamente conhecido como Tio Ho. Ho Chi Minh, para quem não sabe, lutou pela independência do Vietnã do Norte do domínio francês e mais tarde pela reunificação do país. Para que se tenha uma ideia de sua importância para o país, até a cidade de Saigon foi renomeada Cidade de Ho Chi Minh.
Voltando ao Mausoléu, eu o visitei num um domingo qualquer. Não havia nenhuma celebração ou nada especial, mas, quando cheguei, pontualmente às 8:20 da manhã, já havia uma fila quilométrica. Milhares de vietnamitas e algumas dezenas de turistas curiosos dispostos a passar bastante tempo na fila apenas para ver o corpo do líder falecido em 1969. Apesar de longa, a fila, muito bem organizada, moveu-se rapidamente e, em 45 minutos, eu já estava dentro do Mausoléu.
O Mausoléu é revestido de granito e com ar condicionado. A fila continua e, mais alguns minutos, entra-se numa sala. Penumbra. Silêncio. Respeito. O corpo, de cor muito pálida e com aspecto de cera, está numa redoma de vidro cercada por quatro guardas imóveis. Na parede atrás do corpo, há, desenhados em granito, uma bandeira do país e uma foice (símbolo do comunismo). A fila continua a se mover lentamente e, no final das contas, não se passa mais que um minuto dentro daquela sala.
Depois do Mausoléu, uma rápida visita aos jardins do palácio é obrigatória. Os jardins são muito bem cuidados, com lago, orquidário e árvores frondosas. E silêncio. Muito diferente das barulhentas ruas da capital. Uma brisa fresca quase faz esquecer que aquela cidade é Hanói em julho.
No meio dos jardins, os aposentos pessoais e de trabalho de Ho Chi mostram como sua vida era sem luxos. Entre1954 e 1958, ele viveu e trabalhou numa casa de alvenaria. Depois, em maio de 1958, ele se mudou para uma casa suspensa, feita de madeira, localizada a 100 m da primeira. A simplicidade é ainda mais espartana. No primeiro escritório, duas fotos, de Marx e Lenin, estão acima de sua mesa de trabalho.
Ainda naquele complexo, há o museu de Ho Chi Minh, com exposição permanente que conta um pouco de sua vida e principalmente de suas lutas, ou seja, um pouco da história recente do Vietnã.
Ainda não tive o prazer de visitar Hanói durante o inverno, mas a temperatura deve ser mais agradável. Do contrario, é como viver numa sauna. Só me resta terminar esse breve relato desejando mais mil anos de história para Hanói. E para seus cidadãos, muita prosperidade para comprar ar condicionado.

A cada relato desses lugares da Ásia, temos vontade de fazer as malas e pegar o primeiro KLM que sai de Schiphol………… mas vamos mesmo amanhã é para Portugal, passar 10 dias no Algarve…
Por: Francy e Carlos em 05/10/2010
às 7:00 pm
Estou de Férias no Vietna. Estive na celebrac,ao dos 1000 anos de Hanoi, depois fui p Halong bay(belíssima), Hué onde visitei o que restou dos templos dos imperadores e reis do Vietna, Hoi An, a terra da seda, onde é possível encomendar roupas sob medidas e pegar no dia seguinte a prec,os excelentes. Amei Nha Trang e encantei-me com o Palm hotel…delícia!
Cheguei hoje em Saigon, por enquanto ainda nao tenho idéia do que me espera, mas acho que todo mundo deveria conhecer o Vietna, povo muito aberto e simpático, lugares belíssimos. O mais divertido é que todos ficam encantados com meu cabelo rebelde e ficam felizes da vida se os deixo tocar em meu cabelo. Com certeza quero voltar a passar férias aqui, sem medo de ser feliz, sem preocupar com a violência, sem o medo de ser abordado por gente maldosa e cruel como temos no Brasil, isto sim é férias!
Uma dica: Pacote p todos esses lugares com bom prec,o e hoteis 5 estrelas, guia e motoristas particulares por um excelente prec,o, procure a Exotissimo
Por: Neide em 24/10/2010
às 9:11 am
Esqueci de citar a cidade super turística de Sapa, onde eles plantam arroz nas montanhas, muito legal.
Por: Neide em 24/10/2010
às 9:13 am