Publicado por: marcelopaniago | 23/08/2009

Um Livro e Um Museu

Estatua de Anne Frank

Annelisse Maria Frank, mais conhecida como Anne Frank, foi uma adolescente judia obrigada a viver escondida durante a ocupação nazista na Holanda. Ela, sua família (o pai Otto, a mãe Edith e a irmã Margot) e mais quatro pessoas viveram por 25 meses em um pequeno anexo, escondido atrás de uma estante de livros, nos fundos do escritório do Sr Otto Frank, na cidade de Amsterdã. Enquanto vivia nesse anexo secreto, Anne Frank escreveu um diário que retrata sua vida entre os dias 12 de junho de 1942 e 01 de agosto de 1944. Após sua morte por tifo no campo de concentração de Bergen-Belsen, em março de 1945, esse diário foi publicado, traduzido para dezenas línguas e hoje esse livro está entre os mais lidos do mundo.

Minha filha Ana Clara recentemente leu The Diary of a Young Girl (traduzido para o português com O Diário de Anne Frank) e ficou muito impressionada com aquela triste estória. Eu não havia lido esse livro e, por indicação dela, comecei a folhear e ler algumas páginas. E não consegui parar mais. O  relato feito por aquela menina é realmente impressionante. Também por sugestão da minha filha, planejamos uma visita à casa onde Anne Frank passou todos aqueles meses e que foi transformada em museu, pois uma das rotas que usamos para ir ao Brasil faz escala em Amsterdã.

Fachada do predio de Anne FrankO Museu fica situado na rua Prinsengracht, 267, bem no centro da cidade. Quando chegamos ao local, por volta de meio dia, já havia uma longa fila para comprar a entrada. Devemos ter esperado mais de  uma hora naquela fila, mas valeu a pena. O Museu é simples e bem montado, as informações são claras e objetivas. Algumas páginas originais do seu diário estão expostas, mas o momento mais angustiante é passar pelo quarto onde Anne Frank dormia. A decoração, feita com recortes de revistas e que ela descreve em seu diário, ainda está lá. Ao andar pelas dependências daquele pequeno anexo secreto, é quase possível sentir o medo, a ansiedade e as privações tão bem descritas por Anne em seu diário. É triste pensar que o mundo dela, por dois longos anos, estava restrito àquelas paredes e que, dos oito habitantes daquele anexo, o único sobrevivente após a guerra foi Otto, pai de Anne.

Visitar aquele museu foi uma experiência construtiva. Imaginar os horrores por que passaram aquelas pessoas confinadas num pequeno espaço, sofrendo privações e com medo de serem descobertas é algo doloroso, mas nos faz refletir sobre o quanto as guerras são insensatas e estúpidas. Mais importante, aquele local nos faz ver o quanto qualquer forma de intolerância, discriminação, racismo ou preconceito é inaceitável.

Uma dica: se você ainda não leu esse livro, não perca tempo. Ele é indicado para crianças de todas as idades.



Respostas

  1. Oi Marcelo, mais uma vez estou aqui….
    que coincidencia, a minha filha Giovanna de 15 anos tambem esta lendo “O Diário de Anne Frank”
    e já me falou que preciso ler tambem assim que ela acabar.

    Um abraço

  2. O livro me ajudouuu muiito veer as coisas de um jeito bem difrenteee de pensaar


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